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Por aqui e viajando

August 11, 2015

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Gente, eu sumo tanto que já nem me desculpo mais com vocês. Perdi de vez a vergonha na cara. Tempo. Tempo. Tempo. Nunca andei tão sem tempo na minha vida. Entre a casa, os filhos, as viagens e compromissos diversos, não me sobra tempo para mais nada. Tem dia que durmo no sofá depois da janta. Tá osso.

Os meninos me ocupam bastante da hora em que acordam a hora em que vão dormir. Imaginem dois moleques arretados? São os meus. Aqueles ali passaram na fila da sapequice duas vezes cada um. rs. Como têm quase a mesma idade, a atentação é a mesma e eles faltam colocar fogo na casa. rs. Não param um segundo. Às vezes, quando o fogo no rabo vira incêndio, separamos os dois até se acalmarem. Mas não pode separar por muito tempo, não, que os moleques piram.

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Os dois estão frequentando um summer camp aqui perto de casa. Eles estão adorando e eu fico com a parte da manhã para cuidar de outros assuntos enquanto eles se divertem na colônia de férias. Voltam para casa felizes, mas p-o-d-r-e-s! Suados, sujos e com as bundas cheias de areia. Só dando banho com água sanitária mesmo. hahahaha

Mesmo com toda essa loucura, não posso reclamar de nada. Eles estão crescendo saudáveis, inteligentes e felizes. Altíssimos como o pai, geniosíssimos como a mãe. hahahaha. São educados, carinhosos e muito unidos. Não se desgrudam, brincam (e brigam) pelos mesmos brinquedos e têm muita energia. De vez em quando dou umas comidas de rabo neles, mas por outro lado, também dou muita risada o dia inteiro com as gracinhas que eles fazem.

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O ano letivo por estas bandas começa em setembro. Oliver vai começar o segundo ano da pré-escola, Dominic vai começar o primeiro, na mesma escolinha Montessori que o irmão frequenta desde o ano passado. Eles vão só na parte da manhã porque acho que ainda são muito novinhos para frequentar escola em tempo integral. Gosto que eles tenham o período da tarde para tirar uma soneca e ter um tempo livre para brincar em casa, juntos.

O summer camp tem sido, na verdade, um treino para ver como o Dominic vai reagir na escolinha. Eu que levo e busco os dois. Ele vai feliz no carro até chegar na sala. Aí abre o berreiro. Todo dia assim. Eu converso, falo “Moleque, deixa disso”, mas não adianta, ele é super grudado comigo. Isso já faz uma semana. Hoje o escândalo foi tamanho que ele se jogou no chão e grudou meus dois tornozelos para me impedir de ir embora.

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Morro de dó. Os instrutores do summer camp me disseram que ele pára de chorar assim que vou embora. Mesmo assim, meu coração de mãe fica arrebentado cada vez que viro as costas e sigo pelo corredor escutando os gritos dele. Ele corre atrás de mim, com os bracinhos esticados, pedindo “Mommy, hoooldy”, naquela língua de toddler dele. Vamos ver como ele vai reagir na escolinha o mês que vem.

No outono, o Oliver retorna para as aulas de ginástica olímpica que ele começou a frequentar na última primavera. No verão, geralmente não pagamos por essas aulas extras para eles porque é a época em que mais saímos de casa com eles para nadar, ir a parques e viajar. Quando começa o outono e o frio, matriculamos os dois na natação e na ginástica para que eles possam se manter fisicamente ativos e brincarem com outras crianças.

Mudando de pato pra pinto…

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Nós temos viajado tanto que quase não paramos em casa. A temporada começou em junho e só vai diminuir em novembro. Adoro. Mas é cansativo. Voltar para casa é sempre a melhor parte. Fomos para o Brasil em julho e foi bem legal, os meninos aproveitaram mais desta vez. Também fomos na Argentina. Dominic adoeceu por lá e precisou ficar internado num hospital em Buenos Aires. Já no Brasil, o Oliver se acidentou num parquinho e também teve de ir para o hospital. Felizmente, nenhum dos dois teve nada grave e eles se recuperaram totalmente.

Toda vez que vou ao Brasil fico sentida de não ter tempo de viajar para outras cidades além de Vitória/ES, onde minha família mora. Nosso problema é falta de tempo, porque nossas viagens para o Brasil são curtas, e o custo exorbitante de se viajar dentro do Brasil. Isso acaba nos desanimando, principalmente quando comparo com o custo de se viajar aqui dentro dos EUA (o que fazemos muito) e até mesmo para a Europa (o que fazemos esporadicamente).

Acho também que cheguei num ponto em que só viajo para o Brasil para ver minha família. Depois de anos morando aqui fora, notei que a cada viagem de volta menos amigos e conhecidos encontro. Às vezes me sinto culpada por não me importar tanto com isso como já me importei. Porque houve um tempo em que eu corria atrás e tentava manter contato, mas quando vi que não havia reciprocidade da outra parte, fui me desconectando dessas pessoas também. Acho que isso acontece com a maioria de nós que nos mudamos para outro estado ou país. O afastamento nem sempre é nossa escolha.

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Para encerrar, minha irmã, meu cunhado e meu sobrinho vieram nos visitar em Michigan e esse para mim foi o acontecimento do ano, algo por que esperei muito tempo. Foram duas semanas deliciosas e intensas, de muitos passeios, viagens e, claro, compras, porque minha irmã adora comprar. rs. Meu marido finalmente encontrou alguém na família interessado em jogar sinuca com ele. rs. Agora que meu cunhado foi embora, ele fica tentando me laçar mas eu acho sinuca um troço chato pra cacete. A visita deles foi tão boa que semanas após terem partido ainda sinto uma falta tremenda de todos. 🙁

Sexta-feira viajamos para Mackinac Island, nosso tradicional retiro de verão. Na semana seguinte viajamos para Saint Joseph, para um fim de semana prolongado na praia (de lago). Em setembro, subimos para a Upper Peninsula, desta vez para fazer um cruzeiro pelas famosas Pictured Rocks. Em outubro, vamos para um indoor parque aquático em Traverse City, para nossa já tradicional viagem de comemoração do aniversário dos meninos. Em dezembro, temos duas semanas de férias e ainda não decidimos para onde ir. Talvez para o sul dos EUA, fugindo do frio aqui do norte, talvez para lugar nenhum. We’ll see.

Por enquanto, seguimos aproveitando o verão e nossa família.

Vou tentar não sumir. 😉

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  • Marcelle August 17, 2015 at 8:41 AM

    Oi Eli, fiquei curiosa com o que era escolinha Montessori e fui procurar sobre. Que lindeza de escola e princípios.
    Você é uma mãe que eu quero ser no futuro, preocupada com o bem estar de seus filhos, com lindas lembranças da infância e muito afeto.
    Você retrata uma brasileira não desesperada pelo consumismo como sempre vejo os demais quando vão para aí.
    Que vocês tenham ótimas viagens e recordações. Bjs

  • Lúcia Soares August 22, 2015 at 9:58 PM

    Saudade de vc no Facebook.
    Gostei de saber que estão bem.
    Beijo e aproveitem mesmo essa delícia de verão.

  • Mari August 23, 2015 at 4:27 PM

    Domingo a tarde, aquela preguiça, peguei o notebook e pensei vou já ver se a Eliane deu notícias. Que legal saber todas essas novidades. Os meninos estão crescendo super rápido. Estar cansada mas feliz compensa tudo!

  • Aline August 28, 2015 at 3:02 PM

    Que delícia esses meninos que não param! Aqui Stella também não sossega!!!

  • Mônica Zierer October 7, 2015 at 9:07 AM

    Concordo com a sua amiga Marcelle, Lica, você é uma mãe exemplar. Seus filhos são uns fofos (lógico que fazem bagunça! São meninos e praticamente da mesma idade. Não deve ser fácil tomar conta deles… rsrsrs) e você e o Franco os educam muito bem. Quando leio suas histórias, sinto falta do que eu poderia ter tido, mas não deu. Não dependeu só de mim. Ou dependeu e eu não tive coragem de sair antes e tentar recomeçar com alguém mais “normal”. Bom, não tem problema. Agora curto as histórias dos sobrinhos e dos filhos dos amigos. E como curto!!! Beijocas e espero encontrá-la da próxima vez que vier ao Brasil. Se você não trocar o dia novamente, né? rsrsrsrsrs